Desde se que tomou consciencia de si mesmo e Homem buscou no céu, misterioso e imprevisivel, as respostas para suas grandes dúvidas:
- o mistério da natureza
- o mistério da razão
e, principalmente
- o mistério da morte
- o mistério da “alma”
- e o mistério da “vida além da morte”
Os grupos humanos mais primitivos também têm seus deuses e cultos. Todas as religiões nada mais são do que sincretismos de religiões e cultos anteriores. Todas, sem exceção.
E todas têm seus “dilúvios”, pragas, e outras danações.
E todas têm suas “revelações”, palavras passadas pelo ente divino diretamente para alguém, real ou fictício.
E todas têm um culto, uma liturgia, e …sacerdotes.
Todas as religiões têm origem em mitos, e muitos monoteismos existiram antes dos atuais. Nessa era de confrontações religiosas e do ressurgimento de fundamentalismos que procuram impedir a evolução das ciencias, seria bom lembrar outros credos, mais antigos
e mais simples, e nem por isso menos verdadeiros.
Como estes:
Quando Deus , em tempos imemoriais, fazia coisas,
Ele fez o Sol,
E ele surge, desaparece, e depois retorna;
E ele fez a Lua,
E ela surge, desaparece, e depois retorna;
E ele fez o Homem,
E ele surge e desaparece, e nunca mais retorna.
(Genesis do povo Dinka, Africa Oriental)
O primeiro ancestral dos deuses ergueu-se
E caminhou para fora, para banhar-se e untar seu corpo
E lá no riacho seu brilho lembrava vidro derretido.
Lá ele apanhou um punhado de barro,
Um punhado do tamanho de um ovo,
E levou-o para a aldeia, Para a casa do cacique que era a sua,
E ali moldou a forma de uma pequena pessoa,
E colocou-a sobre os labios
E soprou-a com o bafo de sua boca,
E a pequena figura de barro falou como uma pessoa,
Como uma criança, lá no alto,
Diante do ancestral dos deuses,
E então ele lhe deu um nome.
E o nome que ele lhe deu foi Sihai,
Sihai, aquele que não tem sardas,
Sihai, aquele que não deverá ter filhos.
(Genesis do povo da Ilha de Nias, na Indonésia)
Eu caminho pela trilha e pela experiencia da universalidade,
para que a luminosidade brilhante da minha alma imortal
se abra nas profundezas do Lótus, centro da consciencia despertada,
e eu seja banhado pelo êxtase
de romper todas as barreiras e horizontes.
(interpretação do orientalista inglês R.H.Blyth das palavras OM MANI PADME HUM inscritas nas pedras que costeiam as faldasdo Himalaia ao Norte