Genio e Humanidade
O quanto a estupidez é maligna, terrívelmente lamentável e
triste, o gênio tem de espetacular e esplendoroso! Nas grandes aventuras filosóficas, na Grécia, em Kant e Popper; nas indescritíveis formulações da matemática e da física; nas grandes invenções tecnológicas, da roda à aventura lunar, do quark à leitura dos códigos genéticos; na medicina e no nosso auto-conhecimento, nos meios de produção, de comunicação, de transporte…e de destruição! E também na arte!
Em todas as culturas e civilizações o homem desenvolve arte! Arte é a comprovação do ócio, ou do lazer! Arte é supérfluo, desnecessário, e no entanto é pela arte que se identifica o grau de cultura.
A arte surgiu na pré-história, quando o homem resolveu fazer da pedra lascada uma pedra polida! Nas pinturas das cavernas de Lascaux e Altamira, em Stonehenge, nos jardins suspensos da Babilônia, nas pirâmides e nas esculturas do Egito, nas esculturas de Fídias e na Acrópole, em Cuzco, Machu Pichu, Chichen Itzá, Angkor Vat, Borobudur, nas catedrais góticas, renascentistas e barrocas, em Bellini, Michelangelo, Giotto, Fra Angelico, della Francesca, Leonardo, em Dante, Vergilio, Shakespeare, Voltaire, Diderot, Goethe, Rousseau… Vitor Hugo, Dickens… Hemingway, Frost…
A poesia é uma destas manifestações subjetivas imprevisíveis…e ela surge em todas as culturas. Está em Rilke como no Hai-ku japonês.
E está na música, que de todas as artes é a mais abstrata… ao mesmo tempo que consegue transmitir sentimentos impossíveis de descrever.
Bach, Mozart, Beethoven, Brahms, Wagner, Mahler, Strauss, e Verdi, Puccini, Débussy, Chopin… é incrível o que pode fazer a música!
O ser humano, sem dúvida, é algo muito especial, inimaginável!
Talvez em outro universo ou em outra época tenha vivido uma espécie parecida…nunca saberemos, mas as contradições, contrastes e diversidades da nossa espécie certamente não são das mais comuns!
Apesar de tudo, é uma glória poder vivê-las!
RH